As Big Techs tiveram seu momento. Esta semana, cinco gigantes se apresentam nos setores de tecnologia, farmacêutico, entretenimento, transporte por aplicativo e fast-food.
Revisão Rápida
A cada trimestre, as empresas de capital aberto revelam quanto dinheiro ganharam (receita), quanto lucro retiveram (lucro por ação, ou LPA) e o que esperam para o futuro. Surpresas – boas ou ruins – podem movimentar rapidamente os preços das ações.
Terça-feira, 5 de maio: A fabricante de chips e a gigante farmacêutica
Pfizer
Inicia o dia com analistas esperando um LPA de US$ 0,72 sobre uma receita de US$ 13,8 bilhões (antes da abertura do mercado, teleconferência às 10:00 ET). Os números não parecem impressionantes – o LPA na verdade caiu ~22% em relação ao ano anterior – mas o contexto é importante. A Pfizer está navegando a vida após o boom de receita da COVID, e a verdadeira história é seu pipeline além das vacinas. A projeção para o ano inteiro de US$ 59,5-62,5 bilhões em receita e US$ 2,80-3,00 de LPA permanece intacta. Observe se a administração reafirma ou ajusta esses números.
AMD
É o destaque após o fechamento do mercado, com teleconferência às 17:00 ET. Wall Street espera um LPA de US$ 1,28 sobre uma receita de US$ 9,88 bilhões – ambos com alta de aproximadamente 33% em relação ao ano anterior. A previsão para o segmento de data centers, por si só, é de US$ 5,56 bilhões, um aumento de mais de 50%, à medida que os chips de IA da AMD desafiam o domínio da Nvidia. A questão principal: as margens brutas podem se manter na projeção de ~55%, ou a precificação agressiva está corroendo os lucros? Os mercados de opções estão precificando uma movimentação de ~8% em qualquer direção – os operadores estão se preparando para volatilidade.
Quarta-feira, 6 de maio: O entretenimento encontra a economia gig
Disney
Divulga seu segundo trimestre fiscal com expectativas de LPA de US$ 1,49 sobre uma receita de aproximadamente US$ 25 bilhões antes da abertura do mercado, webcast às 8:30 ET. A narrativa mudou do crescimento de assinantes para a lucratividade do streaming – os investidores querem que o Disney+ e o Hulu gerem lucro operacional real, não apenas aumentem o público. Enquanto isso, o segmento de Experiências enfrenta desafios com o tráfego internacional nos parques e os custos de pré-lançamento de novas atrações, incluindo o navio de cruzeiro Disney Adventure e o World of Frozen na Disneyland Paris.
Uber
Espera um LPA de US$ 0,71 sobre uma receita de US$ 13,27 bilhões, um crescimento de aproximadamente 15% (antes da abertura do mercado). A história de lucratividade continua a se consolidar – a projeção de EBITDA ajustado de US$ 2,37-2,47 bilhões marcaria outro trimestre recorde. Espera-se que tanto os segmentos de mobilidade quanto de entrega registrem crescimento de dois dígitos nas reservas brutas. O curinga: atualizações sobre a parceria de robotáxi com a Waymo, agora ativa em Austin e Atlanta.
Quinta-feira, 7 de maio: Os Arcos Dourados
McDonald’s
Encerra a semana (antes da abertura do mercado). Analistas esperam LPA de US$ 2,75 com receita de US$ 6,49 bilhões – um aumento de 3% e ~9%, respectivamente. A receita apenas de franquias está projetada em US$ 4 bilhões, um aumento de mais de 9%. O RBC espera resultados próximos ao consenso, com a empresa reafirmando sua perspectiva para 2026. Mas a Jefferies reduziu as previsões de vendas devido a sinais de uma demanda mais fraca do consumidor em março – tornando esta uma leitura em tempo real sobre se os consumidores comuns estão recuando nos gastos.
Por que tudo isso importa: Após a avalanche de resultados das Sete Magníficas na semana passada, esta semana foca na economia real. Os pacientes ainda estão comprando seus medicamentos? As famílias ainda estão visitando parques temáticos? Os passageiros ainda estão chamando Ubers? E a demanda por chips de IA ainda está superaquecida? Cinco empresas muito diferentes, uma pergunta em comum: como o consumidor está se saindo? As respostas começam na manhã de terça-feira.
